28 de dezembro de 2006
27 de dezembro de 2006
7 de dezembro de 2006
Erguia do chão a parte da pessoa que se chama pé, sempre tão esquecida, prendia-a com a ajuda do salto a um dos travessões do tamborete que girava com sua pessoa e tudo como um satélite diante do bar e, jogando-se para trás sobre a barra do mostrador, horizonte infinito manuseado e remanuseado por infinitas mãos de bêbados, ensaiava uns franzidos de riso com os lábios exibindo os dentes amarelos, desiguais, passeava o olhar pelas gargantas dos outros bebedores, que gana tinha de os enforcar, e enquanto o barman lhe servia uísque e cerveja, aumentando a dose de uísque em proporções geométricas e a de cerveja em proporções aritméticas, descarregava um murro no testo sem cornos de seus joelhos.
Início do romance Week-end na guatemala, de Miguel Ángel Astúrias, tradução de Antonieta Dias de Morais.
Início do romance Week-end na guatemala, de Miguel Ángel Astúrias, tradução de Antonieta Dias de Morais.
3 de dezembro de 2006
27 de novembro de 2006
26 de novembro de 2006
En dépit du froid glacial
En dépit du froid glacial qui, à tes débuts, t'a traversé, et bien avant ce qui survint, tu n'étais qu'un feu inventé par le feu, détroussé par le temps, et qui, au mieux, périrait faute de feu renouvelé, sinon de la fièvre des cendres inhalées.
Apesar do frio glacial
Apesar do frio glacial que em tua estréia te varou, bem antes do que sobreveio, só eras um fogo inventado pelo fogo, revirado pelo tempo, que pereceria, quando muito, falha de fogo renovado, ou da febre das cinzas inaladas.
Original em francês de René Char. Tradução para o português de Augusto Contador Borges.
En dépit du froid glacial qui, à tes débuts, t'a traversé, et bien avant ce qui survint, tu n'étais qu'un feu inventé par le feu, détroussé par le temps, et qui, au mieux, périrait faute de feu renouvelé, sinon de la fièvre des cendres inhalées.
Apesar do frio glacial
Apesar do frio glacial que em tua estréia te varou, bem antes do que sobreveio, só eras um fogo inventado pelo fogo, revirado pelo tempo, que pereceria, quando muito, falha de fogo renovado, ou da febre das cinzas inaladas.
Original em francês de René Char. Tradução para o português de Augusto Contador Borges.
18 de novembro de 2006
Hoje foi publicada no Jornal do Brasil, caderno Idéias, uma matéria que fiz sobre o livro Nhô Guimarães, de Aleilton Fonseca. Não vou inserir o link aqui porque o jornal não pode ser acessado mais por não-assinantes. No Rascunho de novembro foi publicada uma resenha que fiz sobre o livro de Alonso Cueto, A hora azul.
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