They will tell you different, but I did. Why shouldn't I? I had nothing to forgive; I had not lost him because I never owned him: a certain segment of rotten mud walked into my life, spoke that to me which I had never heard before and never shall again, and then walked out; that was all. I never owned him; certainly not in that sewer sense which you would mean by that and maybe think (but you are wrong) I mean. That did not matter. That was not even the nub of the insult. I mean that he was not owned by anyone or anything in this world, had never been, would never be, not even by Ellen, not even by Jones' granddaughter. Because he was not articulated in this world. He was a walking shadow. He was the lightblinded batlike image of his own torment cast by the fierce demoniac lantern up from beneath the earth's crust and hence in retrograde, reverse; from abysmal and chaotic dark to eternal and abysmal dark completing his descending (do you mark the gradation?) ellipsis, clinging, trying to cling with vain unsubstantial hands to what he hoped would hold him, save him, arrest him - Ellen (do you mark them?), myself, then last of all that fatherless daughter of Wash Jones' only child who, so I heard once, died in a Memphis brothel - to find severence (even if not rest and peace) at last in the stroke of a rusty scythe. I was told, informed of that too, though not by Jones this time but by someone else kind enough to turn aside and tell me he was dead. 'Dead?" I cried. 'Dead? You? You lie; you're not dead; heaven cannot, and hell dare not, have you!" But Quentin was not listening, because there was also something which he too could not pass - that door, the running feet on the stairs beyond it almost a continuation of the faint shot, the two women, the Negress and the white girl in her underthings (made of flour sacking when there had been flour, of window curtains when not) pausing, looking at the door, the yellowed creamy mass of old intricate satin and lace spread carefully on the bed and then caught swiftly up by the white girl and held before he as the door crashed in and the brother stood there, hatless, with his shaggy bayonet-trimmed hair, his gaunt worn unshaven face, his patched and faded gray tunic, the pistol still hanging against his flank: the two of them, brother and sister, curiously alike as if the difference in sex had merely sharpened the common blood to a terrific, an almost unbearable, similarity, speaking to one another in short brief staccato sentences like slaps, as if they stood breast to breast striking one another in turn neither making any attempt to guard against the blows.
Trecho de Absalom, Absalom!, de William Faulkner. Alguém se arrisca a traduzir?
12 de outubro de 2008
9 de outubro de 2008
Nobel de Literatura 2008
The Nobel Prize in Literature 2008
Jean-Marie Gustave Le Clézio
The Nobel Prize in Literature for 2008 is awarded to the French writer Jean-Marie Gustave Le Clézio
“author of new departures, poetic adventure and sensual ecstasy, explorer of a humanity beyond and below the reigning civilization”.
Jean-Marie Gustave Le Clézio
The Nobel Prize in Literature for 2008 is awarded to the French writer Jean-Marie Gustave Le Clézio
“author of new departures, poetic adventure and sensual ecstasy, explorer of a humanity beyond and below the reigning civilization”.
2 de outubro de 2008
No. I hold no brief for myself. I don't plead youth, since what creature in the South since 1861, man woman nigger or mule, had had time or opportunity not only to have been young, but to have heard what being young was like from those who had. I don't plead propinquity: the fact that I, a woman young and at the age for marrying and in a time when most of the young men whom I would have known ordinarily were dead on lost battlefields, that I lived for two years under the same roof with him. I don't plead material necessity: the fact that, an orphan a woman and a pauper, I turned naturally not for protection but for actual food to my only kin: my dead sister's family: though I defy anyone to blame me, an orphan of twenty, a young woman without resources, who should desire not only to justify her situation but to vindicate the honor of a family the good name of whose women has never been impugned, by accepting the honorable proffer of marriage from the man whose food she was forced to subsist on. And most of all, I do not plead myself: a young woman emerging from a holocaust which had taken parents security and all from her, who had seen all that living meant to her fall into ruins about the feet of a few figures with the shapes of men but with the names and statures of heroes - a young woman, I say, thrown into daily and hourly contact with one of these men who, despite what he might have been at one time and despite what she might have believed or even known about him, had fought for four honorable years for the soil and traditions of the land where she had been born.
Trecho do magnífico romance "Absalom, Absalom!", de William Faulkner (1897 - 1962).
Trecho do magnífico romance "Absalom, Absalom!", de William Faulkner (1897 - 1962).
30 de setembro de 2008
Prêmio ALB/Braskem 2008
Art. 1 - A Academia de Letras da Bahia e a Braskem com a finalidade de promover a criação literária, instituem o Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia/Braskem/Conto 2008, destinado a um livro de contos, escrito por autor de nacionalidade brasileira. A premiação será dupla: caberá ao vencedor a importância de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) e o livro será publicado por uma editora de projeção nacional.
Art. 2 - As inscrições no Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia / Braskem/Conto 2008, serão abertas no dia 13 de março de 2008 e encerradas no dia 31 de outubro do mesmo ano.
Art. 3 - Concorrerão ao Prêmio textos de contos rigorosamente inéditos.
Art. 4 - Os originais deverão ser encaminhados à Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 198 - Nazaré - Palacete Góes Calmon, Slavador - Bahia - CEP 40050-000 - Telefax: (71) 3321-4308 e-mail: letrasba@terra.com.br.
Os originais remetidos pelo correio poderão ser aceitos até o dia do encerramento, 31 de outubro de 2008, data que deverá estar bem legível no carimbo da postagem com aviso de recebimento (AR).
Art. 5 - O texto original preencherá os seguintes requisitos:
a) apresentação em 03 (três) vias, em perfeitas condições de legibilidade num lado somente do papel, formato A-4, espaçamento simples, deverá ter 07 (sete) contos, sem limite máximo ou mínimo de páginas de cada conto;
b) as 03 (três) cópias devem ser acompanhadas de um disquete ou CD que contenha o texto gravado no formato .doc (Word) ou em outro processador de texto compatível;
c) ser acompanhado de um envelope lacrado contendo: ficha com nome do concorrente, pseudônimo, título da obra, endereço completo, xerox da identidade e telefone de contato.
Art. 6 - A Comissão Julgadora do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia/Braskem/Conto 2008 composta de 03 (três) membros de notória e reconhecida vinculação com a área do Prêmio, será nomeada pelo Presidente da Academia de Letras da Bahia que, sem direito a voto, presidirá o julgameto.
Parágrafo único - A Comissão será indicada e nomeada em 07 de novembro, devendo entregar o resultado até 18 de janeiro de 2009.
Art. 7 - Os membros da Comissão deverão reunir-se, pelo menos, uma vez, ocasião em que redigirão ata especial em que constem a decisão e os votos com justificativas.
Parágrafo primeiro - Em nenhuma hipótese o prêmio será fracionado, devendo a comissão, por unanimidade ou por maioria, indicar a obra vencedora.
Parágrafo segundo - O julgamento da Comissão terá caráter irrevogável.
Art. 8 - A Academia de Letras da Bahia e a Braskem darão ampla divulgação ao resultado do julgamento.
Art. 9 - O Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia/Braskem/Conto 2008 será entregue em março de 2009, em solenidade pública, na sede da Academia de Letras da Bahia.
Art. 10 - A Academia de Letras da Bahia não terá obrigação de devolver os originais apresentados.
Salvador, 13 de março de 2008.
Eduardo M. Boaventura
Presidente da Academia de Letras da Bahia
José Carlos Grubisich
Presidente da Braskem
Art. 2 - As inscrições no Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia / Braskem/Conto 2008, serão abertas no dia 13 de março de 2008 e encerradas no dia 31 de outubro do mesmo ano.
Art. 3 - Concorrerão ao Prêmio textos de contos rigorosamente inéditos.
Art. 4 - Os originais deverão ser encaminhados à Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 198 - Nazaré - Palacete Góes Calmon, Slavador - Bahia - CEP 40050-000 - Telefax: (71) 3321-4308 e-mail: letrasba@terra.com.br.
Os originais remetidos pelo correio poderão ser aceitos até o dia do encerramento, 31 de outubro de 2008, data que deverá estar bem legível no carimbo da postagem com aviso de recebimento (AR).
Art. 5 - O texto original preencherá os seguintes requisitos:
a) apresentação em 03 (três) vias, em perfeitas condições de legibilidade num lado somente do papel, formato A-4, espaçamento simples, deverá ter 07 (sete) contos, sem limite máximo ou mínimo de páginas de cada conto;
b) as 03 (três) cópias devem ser acompanhadas de um disquete ou CD que contenha o texto gravado no formato .doc (Word) ou em outro processador de texto compatível;
c) ser acompanhado de um envelope lacrado contendo: ficha com nome do concorrente, pseudônimo, título da obra, endereço completo, xerox da identidade e telefone de contato.
Art. 6 - A Comissão Julgadora do Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia/Braskem/Conto 2008 composta de 03 (três) membros de notória e reconhecida vinculação com a área do Prêmio, será nomeada pelo Presidente da Academia de Letras da Bahia que, sem direito a voto, presidirá o julgameto.
Parágrafo único - A Comissão será indicada e nomeada em 07 de novembro, devendo entregar o resultado até 18 de janeiro de 2009.
Art. 7 - Os membros da Comissão deverão reunir-se, pelo menos, uma vez, ocasião em que redigirão ata especial em que constem a decisão e os votos com justificativas.
Parágrafo primeiro - Em nenhuma hipótese o prêmio será fracionado, devendo a comissão, por unanimidade ou por maioria, indicar a obra vencedora.
Parágrafo segundo - O julgamento da Comissão terá caráter irrevogável.
Art. 8 - A Academia de Letras da Bahia e a Braskem darão ampla divulgação ao resultado do julgamento.
Art. 9 - O Prêmio Nacional Academia de Letras da Bahia/Braskem/Conto 2008 será entregue em março de 2009, em solenidade pública, na sede da Academia de Letras da Bahia.
Art. 10 - A Academia de Letras da Bahia não terá obrigação de devolver os originais apresentados.
Salvador, 13 de março de 2008.
Eduardo M. Boaventura
Presidente da Academia de Letras da Bahia
José Carlos Grubisich
Presidente da Braskem
28 de setembro de 2008
Comentários
Agora ficou mais fácil comentar os posts deste blog. Não há mais necessidade de se ter uma conta no google. Aproveitem.
24 de setembro de 2008
A revista "Algo a dizer" traz uma interessante entrevista com o saudoso Fausto Wolff, escritor que sempre admirei. Também uma resenha do Celso Gomes sobre o livro de Marcelino Freire, Contos Negreiros, que venceu o Jabuti em 2006. Os poemas certeiros de Paula Cajaty. Meu conto "sonâmbulos", que venceu o concurso Luiz Vilela ano passado também está lá. Fabio Weintraub sob a pena de Gustavo Dumas, uma crítica impecável. E assim por diante.
18 de setembro de 2008
Nasci atrás do palco improvisado por meu pai, no largo duma pequena aldeia dos arredores de Lisboa. Assim que os meus olhos conseguiram focar além dos vinte centímetros que me distanciavam do rosto de minha mãe, devo ter fixado algum pormenor da madeira. Pois durante anos, na imperfeição duma das tábuas que nos acompanharam na doce peregrinação que foi a minha infância, eu via sempre o enigmático olho dum enigmático animal que foi o meu primeiro e mais remoto amigo.
Nasci três horas antes do espetáculo. E embora o meu pai insistisse para que a minha mãe desse as deixas por detrás da cortina azul do fundo do palco deitada na sua cama improvisada, ela preferiu subir à cena para interpretar a costumeira Leonor Telles, ansiosa por mostrar ao público o seu último rebento. E como eu chorasse durante a fala escrita por meu pai com reminiscências de Marcelino Mesquita, em que Leonor enlouquece de paixão o pobre D. Fernando, minha mãe, num gesto arrebatado, tirou para fora o peito inchado e manchou de colostro a camisa de linho de Leonor, donde nenhuma lixívia jamais conseguiu apagar as nódoas amarelas.
Parágrafos iniciais do romance "O pranto de Lúcifer", de Rosa Lobato de Faria (Lisboa, 1932).
Nasci três horas antes do espetáculo. E embora o meu pai insistisse para que a minha mãe desse as deixas por detrás da cortina azul do fundo do palco deitada na sua cama improvisada, ela preferiu subir à cena para interpretar a costumeira Leonor Telles, ansiosa por mostrar ao público o seu último rebento. E como eu chorasse durante a fala escrita por meu pai com reminiscências de Marcelino Mesquita, em que Leonor enlouquece de paixão o pobre D. Fernando, minha mãe, num gesto arrebatado, tirou para fora o peito inchado e manchou de colostro a camisa de linho de Leonor, donde nenhuma lixívia jamais conseguiu apagar as nódoas amarelas.
Parágrafos iniciais do romance "O pranto de Lúcifer", de Rosa Lobato de Faria (Lisboa, 1932).
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