4 de outubro de 2006
30 de setembro de 2006
20 de setembro de 2006
But a year after swapping boudoirs for book signings, she has sold more than 140,000 copies in Brazil - a vast number in a country obsessed by soap opera, where publishing companies generally struggle to shift a tenth of that.
Trecho da matéria publicada no jornal "The Guardian", dia 17 de setembro, sobre a nossa ilustre escritora Bruna Surfistinha. Paulo Coelho que se cuide...
Um ano após trocar os quartos pelas salas de autógrafos, ela vendeu mais de 140 mil livros no Brasil - um número significativo para um país obcecado pelas telenovelas, onde as editoras se esforçam para vender um décimo desse número.
Peraí. Um décimo? Esses caras estão por fora. Quem aqui neste país tropical, abençoado por Deus, vende quatorze mil cópias? Quem vende mil? Quem vende seiscentas? E sequer estou falando de LITERATURA... Eu tenho CINCO dedos. Quem dá mais?
Trecho da matéria publicada no jornal "The Guardian", dia 17 de setembro, sobre a nossa ilustre escritora Bruna Surfistinha. Paulo Coelho que se cuide...
Um ano após trocar os quartos pelas salas de autógrafos, ela vendeu mais de 140 mil livros no Brasil - um número significativo para um país obcecado pelas telenovelas, onde as editoras se esforçam para vender um décimo desse número.
Peraí. Um décimo? Esses caras estão por fora. Quem aqui neste país tropical, abençoado por Deus, vende quatorze mil cópias? Quem vende mil? Quem vende seiscentas? E sequer estou falando de LITERATURA... Eu tenho CINCO dedos. Quem dá mais?
19 de setembro de 2006
Logo enfim vou estar bem morto apesar de tudo. Talvez mês que vem. Vai ser abril ou maio. O ano ainda é uma criança, mil sinaizinhos me dizem. Quem sabe esteja errado, quem sabe consigo chegar até o dia da festa de São João Batista ou até mesmo o quatorze de julho, festa da liberdade. Qual o quê, sou bem capaz de durar até a Transfiguração, me conheço bem, ou até a Assunção. Mas não acredito, não acho que estou errado em dizer que estas festas vão ter que passar sem mim, este ano.
Primeiro parágrafo de Malone Morre, Samuel Beckett, em tradução de Paulo Leminski.
Primeiro parágrafo de Malone Morre, Samuel Beckett, em tradução de Paulo Leminski.
18 de setembro de 2006
Luiz Vilela me disse que era motivo de orgulho para ele o fato de que seus livros não podem ser encontrados com facilidade em sebos. Isso faz tempo. Ele vê o lado profissional da coisa, claro. Sobrevive graças à venda de suas obras e o livro de segunda mão já não lhe rende um centavo. Eu não escrevo profissionalmente. Nem quando me pedem. Então fiquei contente quando encontrei dois de meus livros na Estante Virtual. É o ciclo dos livros. Quando morrer, espero encontrar meu paraíso neste céu: um sebo gigante, monstruoso, infinito. Ah, e vários livros do Luiz podem ser encontrados na Estante.
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